O JONGO E A RESISTÊNCIA DA CULTURA NEGRA

Parte dos integrantes do Jongo da Serrinha, se apresentaram no último dia 23 de janeiro, no Trapiche Gamboa, no Rio de Janeiro

Parte dos integrantes do Jongo da Serrinha, se apresentaram no último dia 23 de janeiro, no Trapiche Gamboa, no Rio de Janeiro

Mil novecentos e dez. Por volta deste ano começou a emigração de escravos recém libertos para a cidade do Rio de Janeiro, ocupando principalmente os morros ao redor da cidade.

Texto e Fotos: Coletivo Memória Latina

Assim começa a história do Jongo da Serrinha, localizado no morro da Serrinha, em Madureira. Com a neta de avós partenos africanos, Maria Joana Monteiro, a Vovó Maria Joana Rezadeira, que o Jongo começou a firmar raízes em Madureira.

Junto com Pedro Monteiro, seu esposo, jongueiro e cavaquinista, ajudou a fundar a escola de samba Império Serrano. Desde então se confirma o dito de que o Jongo é o pai do samba carioca. Ritmo africano, a tradição veio com os escravos comprados de Angola que foram trazidos ao país para trabalhar nas lavouras de café e cana-de-açúcar, no século XIX. Os negros e negras aprisionados na senzala, como relata Tia Maria do Jongo, matriarca o Jongo da Serrinha, realizavam as rodas de música e dança como forma de manter viva suas tradições e crenças que vieram junto nos porões dos navios.

As lembranças ecoavam pelos engenhos e fazendas de café através da batida forte dos tambores. Tambores. Instrumentos ligam e interligam povos e culturas na África, no Brasil e na América Latina.

“Eu acho que o tambor chama. Quem é do tambor ele é chamado para estar perto do som, do ritmo. Porque na África é assim. Eles se comunicam através dos tambores, eles tocam o tambor e o outro entende exatamente o que esta acontecendo na outra tribo. Então, quem pertence ao tambor, ao ritmo sabe exatamente o que é .É uma emoção muito grande, porque os tambores são entidades. O tambor é a vida pura e plena dentro dos ritmos latinos, africanos.” Luiza Marmello, cantora e percussionista do Jongo da Serrinha.

Depois da década de 1930, com os governos expansionistas e que cederam as vontades da especulação imobiliária, muitos Jongos presentes em morros cariocas foram acabando, muito relacionado também com a morte de seus mestres e mestras, e a antiga tradição de que crianças e jovens não podiam participar das celebrações. Essa regra foi mudada na Serrinha através da percepção de Vovó Maria Joana, que para não deixar o Jongo morrer deixou uma missão para seus descendentes: trazer a comunidade da Serrinha para manter a tradição viva. Respeitando sua diversidade, a religiosidade e suas tradições com as raízes africanas

“E cada escola de Jongo, e todo movimento cultural e popular necessita muito manter vivas suas tradições e dentro disso está a nossa liberdade. Então a liberdade religiosa é fundamental. Cada escola e cada movimento deve lutar pela preservação de suas tradições.” Lazir Synval, cantora do Jogo da Serrinha.

JONGO Y LA RESISTENCIA DE LA CULTURA NEGRA

Alrededor del año 1910, comenzó la inmigración para la ciudad de Rio de Janeiro de los esclavos recién liberado, habitando principalmente los cerros de la ciudad. Así comienza la historia del Jongo da Serrinha, localizado en el cerro Serrinha, en Madureira. Como la nieta de abuelos paternos africanos, Maria Joana Monteiro, conocida como la Abuela Maria Joana Rezadeira, que el Jongo comenzó a echar raíces en Madureira.

Junto con Pedro Monteiro, su esposo, jongueiro y cavaquinista, ayudo a fundar la escuela de samba Imperio Serrano. Desde entonces se confirma el dicho de que el Jongo es el padre de la samba carioca. Ritmo africano, la tradición vino con lo esclavos comprados en Angola que fueron traídos al país para trabajar en las labores del café y la caña de azúcar, en el siglo XIX. Los negros y negras aprisionados en la “zenzala”, como lo relata Tía Maria do Jongo, matriarca de Jongo de la Serrinha: “se realizaban ruedas de música y danza como forma de mantener vivas sus tradiciones y creencias que vinieron juntos a las bodegas de los navios.

Los recuerdos repercutían por las grandes haciendas de café a través del sonido fuerte de los tambores. Tambores que conectaban los pueblos y las cultural en África, en Brasil y en América Latina.

“Yo creo que el tambor nos llama. Quien es del tambor él es llamado para estar cerca del sonido. Porque en África es así. Ellos se comunican a través de los tambores, ellos tocan el tambor y el otro entiende exactamente lo que está ocurriendo con la otra tribu. Entoces, quien pertence al tambor, cuando escucha el ritmo sabe exactamente lo que éste quiere transmitir. Es una emoción muy grande, porque los tambores son entidades. El tambor es la vida pura y plena dentro de los ritmos latinos y africanos” Luiza Marcello, cantante y percusionista del Jongo da Serrinha.

Después de la década de 1930, con los gobiernos expasionistas y que cedieron ante las voluntades de la especulación inmobiliaria, muchos Jongos presentes en los cerros cariocas fueron acabando, hecho relacionado también a la muerte de sus maestros y maestras, y la antigua tradición de que los niños y jóvenes no podían participar de las celebraciones. Esa tendencia no trascendió en la Serrinha gracias a la percepción de la Abuela Maria Joana, que para no dejar el Jongo morir dejó esa misión a sus descendientes: traelos a la comunidad de la Serrinha para mantener la tradición viva. Respetando su diversidad, la religiosidad y sus tradiciones con raízes africanas.

“Cada escuela de Jongo y todo movimiento cultural y popular necesita mucho mantener vivas sus tradiciones y dentro de eso está nuestra libertad. Entonces la libertad religiosa es fundamental. Cada escuela y cada movimiento debe luchar por la preservación de sus tradiciones” Lazir Synval, cantante del Jogo da Serrinha.

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