VILA AUTÓDROMO RESISTE ÀS AMEAÇAS DE REMOÇÃO


A comunidade localizada na zona oeste do Rio de Janeiro, resiste às ameaças de remoção e avança na construção do Projeto Popular da Vila Autódromo.

Fundada por emigrantes nordestinos e muitos militantes que buscavam um local mais afastado para fugir da perseguição dos militares durante a ditadura militar, a Vila Autódromo começou seu processo de ocupação em 1967. Distante do Centro da cidade do Rio de Janeiro cerca de 35 km, a comunidade localizada às margens da Lagoa de Jacarepaguá tem sua história marcada pela resistência contra os processos de remoção.

Desde 1993 no centro do furacão da especulação imobiliária que avança pela parte “nobre” da zona oeste, a Vila Autódromo está no meio do caminho do interesse privado que se expande com obras faraônicas na região da Barra da Tijuca. Grandes obras para a elite, grandes empresas que são as verdadeiras responsáveis pela degradação da Lagoa de Jacarepaguá, pela diminuição da mata atlântica e devastação de áreas de preservação ambiental.

Com o anúncio da realização dos Jogos Olímpicos em 2016, a comunidade voltou a ser sistematicamente ameaçada de remoção com a justificativa de que sua saída era necessária para a construção da Trans olímpica. A mobilização dos moradores em unidade a movimentos sociais e outras comunidades que estão ameaçadas por esse modelo de sociedade excludente em curso no Rio de Janeiro, foram às ruas denunciar a limpeza social para a realização de megaeventos.

Junto a um corpo de assessores técnicos ligados as Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fluminense (UFF), além de respaldo jurídico de defensores públicos, a Vila apresentou um plano alternativo, o Plano Popular da Vila Autódromo, que apresenta soluções abaixo do orçamento e que contempla a continuidade de todos os seus moradores, com acesso aos serviços básicos de saneamento, luz e revitalização do espaço público.

No dia 09 de agosto, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) anunciou a abertura de diálogo com a comunidade, “visando a sua permanência”. Contudo, os moradores seguem firmes contra todas as possibilidades e estratégias que podem estar sendo planificadas para a retirada da comunidade de seu local de origem.

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