HISTÓRIA DE LUTA E RESISTÊNCIA NEGRA

No passado dia sábado 20 de julho, a Juventude às Ruas realizou uma interessante atividade no centro da cidade do Rio de Janeiro. Sob o nome “Lembrar a escravidão, as lutas dos negros e dos trabalhadores”.

Juan Pablo Díaz

Por Juan Pablo Díaz

No passado dia sábado 20 de julho, a Juventude às Ruas realizou uma interessante atividade no centro da cidade do Rio de Janeiro. Sob o nome “Lembrar a escravidão, as lutas dos negros e dos trabalhadores, uma caminhada pelo centro do Rio”, o passeio começou cedo de manhã concentrando-se na Praça XV onde se iniciou o debate.

O primeiro ponto histórico é na mesma praça XV onde se encontra a escultura de João Cândido o líder da Revolta da Chibata ou dos Marinheiros ocorrida em Novembro de 1910 lutando contra as péssimas condições de trabalho. Vale a pena destacar que a localização da estátua não diz relação com os locais onde aconteceu a revolta da Chibata e parece ter sido localizada com a intenção de lhe dar pouco protagonismo, no canto menos concorrido da praça XV.

Juan Pablo DíazA caminhada tenta reconstruir a cidade a partir da memória dos trabalhadores e escravos negros destacando vários pontos históricos, alguns, e outros sobre o dia a dia desses trabalhadores e discutir sobre as relações laborais e de escravidão sofridas pelos negros no Rio de Janeiro do século XIX.

Foram também revividas outras greves históricas na cidade como a primeira greve operária no Rio de Janeiro em 1857, ou a greve dos gráficos das imprensas em 1858. Sabendo a cidade do Rio de Janeiro como o principal porto escravista do mundo no século XIX, o grupo vai desenterrando a história de uma cidade que foi esquecida, ocultada. É o Rio de Janeiro anônimo: anônimo no tempo e na historia escrita pela elite. Ao tempo que se reconstrói essa história dos atores anônimos da historia do Rio e do Brasil, também se debate a história oficial como o que realmente é; as verdadeiras intenções de repressão e opressão, desfazer o autorretrato “nobre” da classe dominante e desvendar a construção dessa visão de cidade.

Um Rio de Janeiro “europeizado” uma cidade “moderna” e capitalista que com suas várias reformulações urbanas impôs a sua concepção de espaço público e proteção da propriedade privada. Visão de cidade que oculta às lutas dos diferentes movimentos de resistência. E quando são ocultadas as lutas, são divididas e por tanto volta começar desde o ponto de partida.

Por isso a importância desse debate aberto, porque reconstruindo a historia das lutas populares faz com que “aprendamos com o passado e façamos de cada barricada destruída, de cada revolta da vacina, da chibata, presente nos dias de hoje para trazer abaixo não só esta elite herdeira da escravidão, do latifúndio, de suas instituições nascidas e perpetuadas para caçar negros e trabalhadores como a polícia, mas também para superar o racismo”.

A leitura desses fragmentos de história popular se realiza num ambiente de discussão e debate horizontal. É um passeio e uma leitura da historia do Rio que é diferente a cada jornada, pois o resultado dependerá plenamente dos assistentes. Os organizadores e membros da Juventude às Ruas ressaltam o valor desta experiência pela “importância da aliança entre trabalhadores negros e brancos como parte da luta por emancipação humana”, e também, a necessidade de combater o esquecimento destas histórias, de “resgatar a história dos negros que é um pilar estrutural de como se conformou esse país, pois essa elite brasileira que nasceu espremida pela elite colonial e revoltas negras carrega consigo o racismo como marca até hoje”.

 

HISTORIA DE LUCHA Y RESISTENCIA NEGRA

 

El pasado día sábado 20 de julio, la Juventud de las Calles realizó una interesante actividad en el centro de la ciudad de Rio de Janeiro. Sobre el nombre “Recordemos la esclavitud, la lucha de los negros y los trabajadores”. una caminata por el centro de Rio, el paseo comenzó a primeras horas del día concentrándose en la Plaza XV, lugar donde se inicio el debate.

El primer punto histórico fue la Plaa XV donde se encuentra la escultura de João Cândido el líder de la “Revolpa da Chibata” que ocurrió en el mes de noviembre del 1910 luchando contra las péssimas condiciones de trabajo. Vale la pena destacar que la localización de la estatua no tiene relación con el lugar donde ocurrió la “Revolta da Chibata”. está fue colocada en el lugar con la intención de darle más protagonismo, al espacio menos concurrido de la Plaza XI.

La caminata intenta reconstruir la ciudad a partir de la memoria de los trabajadores y esclavos negros destacando varios puntos históricos, y otros sobre el día a día de esos trabajadores y discutir sobre las relaciones laborales y de esclavitud sufridas por los negors en la ciudad de Rio de Janeiro durante el Siglo XIX.

Un Rio de Janeiro “europizado” una ciudad “moderna” y capitalista que con sus variadas re-formulaciones urbanas impuso sus concepciones de espacio público y protección de la propiedad privada. Visión de ciudad que oculta las luchas de los diferentes movimientos de resistencia; y cuando se ocultan las luchas, son divididas y por lo tanto, vuelve a comenzar todo desde el punto de inicio.

Por eso la importancia de este debate abierto, porque re-construyendo la historia de las luchas populares se produce que “aprendamos con el pasado y hagamos de cada barricada destruída, de cada revolta da vacina, da chibata, presentes hasta los días de hoy para poner abajo no sólo a esta elite heredera de la esclavitud, del latifundio, de sus instituciones nacidas y perpetuadas para cazar negros y trabajadores como lo hace la policía sino que más bien para superar el racismo”.

La lectura de estos fragmentos de la historia popular se realiza en un ambiente de discusión y debate horizontal. Es un paseo y una lectura de la historia de Rio de Janeiro que es diferente en cada jornada, pues los resultados dependerán plenamente de los asistentes. Los organizadores y miembros de la Juventud a las Calles que resaltan el valor de esta experiencia “por la importancia de la alianza entre trabajadores y blancos como parte de la lucha de la emancipación humana” y también, la necesidad de combatir el olvido de estas historias, de “rescatar la historia de los negros que es un pilar estructural de cómo se conformo este país, pues esa elite brasileña que nació exprimida por la elite colonial y revueltas negras cargando consigo el racismo como marca hasta hoy”.

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