Vila Autódromo – Ato contra as remoções

 Na beira da lagoa de Jacarepaguá, próximo aos terrenos do Parque Olímpico para as olimpíadas do RIO 2016, na comunidade da Vila Autódromo foi realizado o protesto “REMOÇÃO – MEGAEVENTOS E MILITARIZAÇÃO”.

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 Por Juan Pablo Díaz Vio

Na beira da lagoa de Jacarepaguá, próximo aos terrenos do Parque Olímpico para as olimpíadas do RIO 2016, na comunidade da Vila Autódromo foi realizado o protesto “REMOÇÃO – MEGAEVENTOS E MILITARIZAÇÃO”. Convocado pela própria comunidade da Vila Autódromo, chamando a todas as comunidades, movimentos sociais e apoiadores, o ato continua a luta que a AMPAVA (Associação de Moradores e Pescadores da Vila Autódromo) vem enfrentando há mais de 25 anos desde sua criação.

A concentração começou as 15 h do dia 20 de julho na sede da Associação. O ato contou com a presença da imprensa alternativa e de vários movimentos sociais ligados a reivindicações contra as remoções e pelo direito à moradia como o MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia) e o “Favela não se cala”.

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Com uma mínima presença da polícia militar o ato encaminhou-se pela Avenida Abelardo Bueno até o Parque Aquático, para logo voltar fechando o outro sentido da avenida. O ato contou com a presença de 500 pessoas aproximadamente.

Segundo Inalva Mendes, moradora e membro da associação de moradores da Vila Autódromo, “o momento que vivemos atualmente no Brasil, e especialmente no Rio de Janeiro, em tempos de luta pela cidadania plena e pela conquista de todos os direitos que foram sequestrados das trabalhadoras e trabalhadores desta cidade é quando os movimentos sociais mais precisam continuar suas lutas por justiça e direitos sociais”.

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A defesa do fim das remoções e pelo direito a moradia se enquadra na luta pela reforma urbana e o direito à cidade, por uma cidade mais democrática com gestão participativa e outro exercício do poder no Rio de Janeiro, que desde sua transformação em “cidade de negócios” tem radicalizado os processos de higienização das classes mais humildes da sociedade.

A Vila Autódromo tem sido o alvo dessas políticas desde o começo. No ano 1993, quando o atual prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes, era então subprefeito de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca, fez a primeira tentativa de remoção da comunidade sob o argumento que a Vila Autódromo produzia “dano urbano, estético e ambiental”. É interessante lembrar que quem realizou aquela tentativa é hoje o prefeito do Rio de Janeiro, em um momento em que as políticas de remoção e a especulação imobiliária tem se aprofundado mais do que nunca.

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VILA AUTÓDROMO – ACTO CONTRA LOS DESALOJOS

En el borde de la laguna de Jacarepaguá, próximo a los terrenos del Parque Olímpico para las olimpiadas de RIO 2016, en la comunidad de Vila Autódromo fue realizado la protesta “REMOÇÃO – MEGAEVENTOS E MILITARIZAÇÃO”. Convocada por la propia comunidad de Vila Autódromo, llamando a todas las comunidades, movimientos sociales y apoyadores, el acto continúa la lucha que la AMPAVA (Associação de Moradores e Pescadores da Vila Autódromo) viene enfrentando hace más de 25 años desde su creación.

La concentración comenzó a las 15 Hrs. del dia 20 de julio en la sede la Asociación. El acto continúo con la presencia de la prensa alternativa y de varios movimientos sociales, relacionados a las reivindicaciones contra los desalojos y por el derecho a la vivienda, como el MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia) y el “Favela não se cala”.

Acompañado por poco contigente de la policia militar, el acto avanzó por la Avenida Abelardo Bueno até hasta el Parque Aquático, para luego regresar desde el otro sentido de la Avenida. El acto con la participación de alrededor de 500 personas.

Según Inalva Mendes, habitante y miembro de la asociación de pobladores de la Vila Autódromo, “el momento en que vivimos actualmente en Brasil, y especialmente en Rio de Janeiro, son tiempos de lucha por la ciudadanía plena, por la conquista de todos los derechos que sueron secuestrados de las trabajadoras y trabajadores de esta ciudad y es cuando los movimientos sociales necesitan continuar sus luchas por la justicia y por los derechos sociales”.

La defensa del fin de los desalojos y por el derecho de la vivienda se encuadra en la lucha por la reforma urbana y el derecho a la ciudad., por una ciudad más democrática con gestión participativa y otro ejercicio del poder en Rio de Janeiro, que desde su trasformación en “ciudad de negocios” se ha radicalizado los procesos de higenianizacion de las clases más humildes de la sociedad.

La Vila Autódromo ha sido el alvo de esas políticas desde el comienzo. En el año 1993, cuando el actual alcalde de la ciudad de Rio de Janeiro, Eduardo Paes, era el sub-alcalde de Jacarepaguá y de la Barra de la Tijuca, hizo la primera tentativa de desalojo de la comunidad bajo el argumento que la Vila Autódromo producía “daño urbano, estético y ambiental”. Es interesante recordar que quién realizó la primera tentativa es hoy alcalde de Rio de Janeiro, en un ,momento que las políticas de desalojo y la especulación inmobiliaria se han profundizado más que nunca.

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