CPI DOS ÔNIBUS É PROTOCOLADA NA CÂMARA DE VEREADORES DO RIO

Com 27 assinaturas, proposta de instalação da CPI segue para apreciação da Mesa Diretora da Casa. Cerca de 250 pessoas realizaram ato em apoio à proposta.

Manifestantes ocuparam  as galerias da Câmara dos Vereadores para exigir a instalação da CPI dos Ônibus

Manifestantes ocuparam as galerias da Câmara dos Vereadores para exigir a instalação da CPI dos Ônibus

Por Fran Ribeiro

Thiare Valenzuela

Na tarde desta terça-feira (25), o requerimento pedindo a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Ônibus, foi protocolado na Câmara de Vereadores do Município do Rio de Janeiro. A CPI, proposta apresentada pelo vereador Eliomar Coelho (Psol) vem sendo requerida desde 2008, e ganhou visibilidade pela pressão das mobilizações nas ruas, obtendo 27 assinaturas de vereadores apoiando o pedido.

Do lado de fora, uma enorme fila de pessoas que foram para Câmara acompanhar a Sessão. O Ato é a continuidade do movimento que foi às ruas contra o aumento das passagens do transporte público e que tem mobilizado movimentos e organizações sociais, sindicais e partidários há anos, sendo uma pauta histórica das lutas sociais do país: o transporte 100% público.

A CPI vai investigar como são os acordos com as empresas e a Prefeitura do Rio de Janeiro, como as isenções fiscais e as denúncias de favorecimento dessas empresas à vereadores da casa e ao prefeito Eduardo Paes (PMDB).

“O que a CPI pode fazer é dar transparências a essas negociações. Há uma caixa-preta onde estão todos os contratos de concessões entre poder público e poder privado. A gente quer saber o fluxo do lucro, em que moldes se passam os serviços prestados à população e as relações trabalhistas. Os moradores e os trabalhadores tem o direito à um transporte que seja público e de qualidade”, declarou Eliomar Coelho, autor da proposta.

Nas galerias da Câmara, as mais de cem pessoas que conseguiram entrar para acompanhar a Sessão levantaram cartazes e em coro, exigiam a instalação da CPI. Após a Sessão ser encerrada por falta de quórum – apenas 27 dos 51 vereadores estavam presentes – os vereadores que defenderam a proposta se reuniram com as cerca de 250 pessoas que se mobilizaram para o Ato. A Mesa Diretora da Câmara Municipal tem cinco dias para apreciar o pedido.

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